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Variedades
29/03/2024 19h30

De olhos vermelhos, de pelo branquinho: conheça a criação de coelhos de Clésio da Silva em Tubarão

Clésio já chegou a criar cerca de 1200 coelhos, no auge de sua criação; hoje, ele mantém pouco mais de cem

Uma estreita estradinha no bairro São Martinho nos leva até o local em que seu Clésio da SIlva, de 54 anos, cria os coelhos. Além dos peludinhos, ele também cria alguns outros animais como cabritos, cavalos e gado. Clésio já chegou a criar cerca de 1200 coelhos, no auge de sua criação; hoje, ele mantém pouco mais de cem.


“Comecei aos 8 anos a criar coelhos porque realmente gostava. Meu tio já criava naquela época e eu comecei a me interessar. Naquela época a gente podia abater para venda. Então, eu criava e quando chegava a hora de abater, abatia e vendia”, relata Clésio.


Na época, as vendas eram feitas para cidades da região e do estado e até mesmo para São Paulo. “Nós chegamos a enviar seiscentos coelhos para São Paulo; comercializamos também para o Rio Grande do Sul nesta época”, explica ele, que ainda vende coelhos para a região de Tubarão e outros locais.


Quando conversamos com Clésio, ele usava uma tipoia no braço direito por causa de um acidente que sofreu. “Cuidar dos bichinhos está sendo mais difícil agora porque é só minha mulher que vem cuidar e o menino Eliezer, que trabalha pra mim. Mas dois só não dão conta, mesmo que sejam menos que antes, ainda são mais de cem”, pontua.


A rotina é intensa. Além de cuidar da alimentação e da saúde dos coelhos, Clésio precisa estar sempre atento à reprodução e ao crescimento dos filhotes. Para isso, ele usa tabelas que ficam presas às gaiolas. “Ajuda a gente a controlar o nascimento, crescimento e para não cruzar irmão com irmão, não confundir eles”, explica.


Enquanto conversávamos, Clésio notou que numa das gaiolas havia alguns filhotinhos que haviam nascido naquele dia, mas que não resistiram. “Olha só, coitadinhos… Mas criação de coelho é assim, tem dia que a gente chega a enterrar dez”, relembra.

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SC: 2º MAIOR REBANHO DE COELHOS DO PAÍS


Santa Catarina, conhecida por sua diversidade econômica, também se destaca na produção de coelhos no Brasil. De acordo com dados do IBGE, o estado ocupa o segundo lugar no ranking nacional em termos de rebanho desses animais. Em 2017, o tamanho do rebanho de coelhos em Santa Catarina foi de 37.478 cabeças.


Apesar de ocupar a segunda posição, Santa Catarina contribui consideravelmente para o cenário nacional de produção de coelhos; No mesmo ano, o Brasil registrava um total de 200.345 cabeças de coelhos em seu território. Entretanto, o líder absoluto no segmento é o Rio Grande do Sul, que se destaca como o maior produtor de coelhos no Brasil. Em 2017, o estado gaúcho contava com um rebanho de 58.344 cabeças.


As raças de coelho


As raças criadas por Clésio incluem a Mini Lop, o lion, popular principalmente pelo temperamento calmo e seu tamanho pequeno, e o mini lop, uma raça de coelhos anões que faz um tremendo sucesso como animal de estimação que possui uma pelagem macia e tamanho médio.


A VIDA DOS COELHOS


As raças de coelhos se dividem em grupos de grande porte (de 4 a 8 kg), com aptidão para a carne; os de porte médio (de 3 a 6 kg), utilizados para a produção de pele e carne; os de pequeno porte, usados para carne, pele e esporte; e os das raças anãs e mini coelhos, com peso entre 1 e 2 kg, para estimação.


O parto acontece em torno do 30º dia de gestação, e uma fêmea pode gerar até 12 animais. Durante a gestação, é crucial proporcionar um ambiente seco, limpo e calmo; se a fêmea se assustar, pode abandonar a ninhada, uma das principais causas de mortalidade.

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CONSUMO E VENDA


Clésio conta que, no início, comercializava os coelhos também para consumo; hoje, a nova legislação obriga os produtores a terem um selo de inspeção. “Hoje eu crio para vender e para consumo próprio - o que não posso é comercializar a carne, não tenho licença para isso”, explica.


Páscoa: por que ovos e coelhos?


Na tradição cristã, a Páscoa é uma celebração da ressurreição de Jesus Cristo, e diversos símbolos são associados a essa época do ano, como o vinho, o peixe, o coelho da Páscoa e o chocolate. Contudo, de onde surgiram as tradições do coelho da Páscoa e dos ovos de chocolate?


A origem do coelho da Páscoa remonta a uma antiga lenda germânica conhecida como a história do Osterhase, uma lebre que trazia e escondia ovos decorados para as crianças encontrarem durante o equinócio da primavera, próximo à época da Páscoa. No século XVIII, essa lenda foi levada aos Estados Unidos, onde se popularizou.


No século seguinte (XIX), a Páscoa se tornou uma importante celebração familiar para as crianças ocidentais, e a brincadeira dos ovos passou a integrar a festividade. Foi nesse período que o coelho se estabeleceu como símbolo da Páscoa, visto como um animal mais dócil e familiar em comparação com a tradicional lebre.


Além disso, o ovo decorado ganhou popularidade na Páscoa por ser um símbolo tradicional de fertilidade e renovação da vida. Naquela época, era comum presentear as pessoas com belos ovos decorados.



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