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Segurança
18/10/2018 08h16

No Mundo: Estudante mata ao menos 19 pessoas em um colégio da Crimeia com uma bomba e um fuzil

Autoridades dizem que se trata de um aluno de 18 anos que se suicidou. Há cerca de 50 feridos
No Mundo: Estudante mata ao menos 19 pessoas em um colégio da Crimeia com uma bomba e um fuzil
Pelo menos 19 pessoas morreram e 50 ficaram feridas nesta quarta-feira por causa da explosão de uma bomba e de um ataque com fuzil numa escola profissionalizante na cidade de Kerch, na Crimeia. A maioria das vítimas é de adolescentes, vitimados pelos disparos. A bomba usada na ação era de fabricação caseira, segundo fontes da Guarda Nacional russa citadas pela agência TASS. Fontes da investigação classificaram o incidente como um assassinato em massa, descartando que se tratasse de um atentado terrorista. O governador da Crimeia, uma península antes pertencente à Ucrânia e anexada pela Rússia em 2014, declarou que o suspeito do ataque é um estudante de 18 anos, Vladislav Rosliakov, que se suicidou em seguida, informa a agência Reuters, embora o Comitê Nacional Antiterrorista não descarte que outros agressores tenham participado. Vários funcionários e a própria diretora do centro de formação profissional, que não se encontrava no local no
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momento, disseram que um homem armado entrou no colégio, deixou a bomba na cantina e depois começou a disparar a esmo. “Todo mundo corria. Vi uma garota caída no chão. Havia outro menino que estava sendo ajudado a caminhar porque não podia se mover sozinho. A parede estava coberta de sangue. Todo mundo estava assustado. As pessoas choravam”, relata Anastasia Yenshina, uma aluna de 15 anos. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que os motivos do massacre estão sendo estudados com atenção e expressou suas condolências aos familiares das vítimas. A cidade portuária de Kerch se encontra entre o mar de Azov e o mar Negro. Em maio passado, Putin inaugurou aqui uma ponte de 19 quilômetros que une a península da Crimeia com a cidade russa de Krasnodar. Cumpriu-se assim o velho sonho do líder do Kremlin de estabelecer um cordão umbilical entre estes dois territórios. Fonte: El País

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