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18/04/2024 11h28

Desdobramentos: motorista e mototaxista dizem que idoso estava vivo ao entrar em carro

Em depoimento, mototaxista afirmou que, quando ajudou Erika Nunes a colocar Paulo Roberto Braga no carro, percebeu que o idoso ainda respirava e tinha força nas mãos. Motorista afirmou que ele colocou a mão na maçaneta do carro quando entrou para ir à agência bancária
Desdobramentos: motorista e mototaxista dizem que idoso estava vivo ao entrar em carro

O mototaxista que ajudou Erika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, a colocar o idoso Paulo Roberto Braga, de 68 anos, no carro do motorista de aplicativo disse, em depoimento, que ele estava vivo na hora que foi colocado no veículo para ir até a agência bancária no calçadão de Bangu, na Zona Oeste do Rio, na tarde de terça-feira (16). 

 

No depoimento, feito na tarde de quarta-feira, o mototaxista disse que foi chamado por Erika para ir até sua casa e ajudar a colocar Paulo Roberto no carro, e que percebeu que ele ainda respirava e tinha força nas mãos. 

 

Isso teria acontecido, segundo ele, por volta das 12h20. Ele afirma que, quando entrou na casa, viu Paulo Roberto deitado na cama. 

 

O motorista de aplicativo que levou Erika e Paulo, também disse, em depoimento, que quando foi retirado do carro por Erika, ao chegar no shopping próximo a agência bancária, Paulo segurou na maçaneta do carro.

 

Após chegar na agência bancária, funcionários do banco suspeitaram da atitude de Érika de Souza Vieira Nunes e acionaram o Samu e, posteriormente, a polícia. 

 

Erika foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos à tarde e, à noite, foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver. 

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Cronologia no dia da morte

 

  • O mototaxista que trabalha no ponto da Avenida do Corretor, em Bangu, é chamado por Erika por volta das 12h20 para colocar Paulo Roberto Braga, de 68 anos, no carro de aplicativo. 
  • Tio e sobrinha voltam ao Real Shopping. Às 12h52, o carro de aplicativo chega ao estacionamento.
  • Às 12h59, uma câmera mostra Érika pegando uma cadeira de rodas no shopping.
  • Minutos depois, às 13h03, Érika volta para o estacionamento, com o tio ainda dentro do carro. Sentado no banco da frente, ele é retirado do carro por Érika e colocado em uma cadeira de rodas, aparentemente sem se mexer, com o braço esticado e a cabeça caída para o lado direito.
  • A mulher ajeita os pés do tio, que não se mexe.
  • Às 13h04, um casal passa pelo local e parece estranhar alguma coisa.
  • Érika paga o motorista, que deixa o local, e segue empurrando a cadeira de Paulo Roberto.
  • Um outro vídeo câmera mostra Paulo na cadeira de rodas e com a cabeça tombada saindo do elevador do Real Shopping às 13h02, empurrado por Erika. Os dois seguem para o shopping. (A diferença de horários das câmeras pode ser por falta de sincronização.)
  • Às 13h03, Érika circula pelos corredores e chega a entrar numa loja, enquanto o tio fica do lado de fora. Ele está com a cabeça caída.
  • Às 13h08, ela para em uma cafeteria com o tio. Ela ajeita o tio na cadeira de rodas, que não se mexe.
  • A cafeteria fica na entrada do shopping. Logo depois, por volta das 13h40, ela sai empurrando a cadeira e segue até o Calçadão de Bangu, onde fica a agência bancária. O banco fica a menos de 500 metros do shopping.
  • Ela entra no banco empurrando a cadeira de rodas para pegar um empréstimo de R$ 17 mil, mas funcionários estranham a situação e começam a filmar.
  • Érika fica segurando o pescoço do tio, que está completamente imóvel, e pede para ele assinar o documento para o empréstimo. O homem não se mexe.
  • Às 15h, funcionários do banco chamaram o Samu, e às 15h20 a polícia foi acionada.
  • À noite, Érika foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver.
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Veja outros depoimentos do caso:

 

A gerente do banco onde foram feitas as imagens de celular de Érika falando com as atendentes enquanto estava com o idoso também prestou depoimento. 

 

Ela disse que viu uma mulher acompanhada de um idoso na cadeira de rodas, que aparentava estar muito debilitado, e que foi entender do que se tratava. 

 

A gerente também disse que, ao perceber que o idoso não estava bem, pediu a Érika que o tio dela assinasse um papel antes de pegar o dinheiro e percebeu que, durante todo o processo, Paulo Roberto não respondia, e tinha aspecto pálido. Diante da situação, o Samu foi chamado. 

 

O médico do Samu chamado para o banco afirmou que, ao fazer a reanimação cardiorrespiratória, verificou que Paulo Roberto estava morto, e que o corpo já apresentava manchas que normalmente aparecem só depois de duas horas de um óbito. 

 

Em áudios enviados em grupos de Whatsapp, funcionários do banco afirmam que desde o momento em que Érika e Paulo Roberto entraram na agência, já havia a percepção de que alguma coisa estava errada. 

 

"Eu abri a porta, para sair. A menina dos serviços gerais falou assim: 'parece que o homem tá morto!'. Eu falei assim: 'quem, gente?'. Aí ela: 'Ali!'. E apontou. E a mulher tentando levantar a cabeça dele, pegando na mão dele, pegando para ele assinar, só que ele nem se mexia", relatou uma testemunha. 

 

Érika de Souza Vieira Nunes também prestou depoimento ainda na terça-feira. Disse que o tio ficava sob seus cuidados e que, depois de receber alta de uma internação em uma UPA na segunda-feira, Paulo Roberto havia dito a ela que queria pedir um empréstimo de R$ 17 mil para comprar uma televisão e fazer uma reforma na casa dele. 

 

Disse ainda que foi ao banco com ele para ajudar e que, quando saíram de casa, Paulo Roberto estava consciente, mas debilitado. 

 

Segundo Érika, quando chegaram ao banco, o tio parou de responder. Afirmou que tentou acordá-lo, mas não conseguiu. Advogada de mulher que estava com morto em banco diz que idoso morreu na agência 

 

Em entrevistas, além de sustentar que Paulo chegou vivo à agência, a advogada de Érika, Ana Carla de Souza Correa, afirma que a cliente tem um laudo psiquiátrico que foi apresentado na delegacia. “A senhora Érika faz um tratamento psicológico, toma remédios controlados. Fez tratamento bariátrica e precisa de tratamento psicológico”, afirmou. 

 

Questionada se Érika pode não ter percebido que Paulo Roberto estava morto na agência bancária, ela disse: “Acredito que ela estava em surto naquele momento por causa dos medicamentos. Ela estava visivelmente alterada”. 

 

Também em declarações à imprensa, o titular da 34ª DP (Bangu), o delegado Fábio Luiz de Souza afirmou que acredita que o idoso já estava morto havia pelo menos 2 horas, que não estava sentado quando morreu e citou exames.

 

"Não dá pra dizer o momento exato da morte. Foi constatado pelo Samu que havia livor cadavérico. Isso só acontece a partir do momento da morte, mas só é perceptível por volta de duas horas após a morte", explicou Fábio. 

 

Já o perito do Instituto Médico Legal (IML) afirma que o óbito pode ter ocorrido entre 11h30 e 14h30, mas que ele não tem elementos seguros para dizer, do ponto de vista técnico e científico, que a vítima morreu no trajeto para a agência ou em seu interior.


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