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16/01/2019 13h19

No RJ: Jovem de 22 anos morre tentando proteger a mãe em assalto

Matheus tentou intervir quando a mãe virou alvo, sendo baleado no pescoço, no antebraço e na mão direita. O estudante cursava psicologia e costumava não estar naquele horário, mas estava em férias e ajudava a mãe no mercado
No RJ: Jovem de 22 anos morre tentando proteger a mãe em assalto
O jovem Matheus dos Santos Lessa, 22 anos, foi assassinado nessa terça-feira (15/1), na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, durante tentativa de assalto em um estabelecimento comercial. Segundo a Polícia Militar (PM), ele foi baleado quando os assaltantes fizeram disparos com suas armas e o jovem tentou proteger sua mãe.



O crime ocorreu no bairro de Guaratiba. De acordo com a PM, os criminosos fugiram depois de efetuar os disparos.



Equipes da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital investigam o caso. Os técnicos fazem diligências em busca de testemunhas e imagens que possam ajudar na elucidação. Eles não levaram nada.



O pai da vítima esteve no Instituto Médico Legal e lamentou a perda do filho, muito querido por todos. "Ele era muito prestativo e trabalhador. Um menino muito querido na loja. Todo mundo gostava dele", disse Luciano Lessa.




Segundo um primo da família, Carla Lessa pediu para o filho para ir para os fundos do local quando ambos perceberam a ação, mas ele notou a dupla nervosa e tentou intervir quando a mãe virou alvo, sendo baleado no pescoço, no antebraço e na mão direita.


 


"Ele é o caçula de três irmãos, era muito inteligente e queria lidar com as pessoas, por isso fazia psicologia. Os pais estão arrasados. Estive com eles ontem (terça) e a minha prima (mãe da vítima) me contou como foi", narrou Eduardo Cesar, 47 anos, que também era primo de Matheus. O crime ocorreu por volta das 18h30.





"Segundo ela, o Matheus ainda chegou a comentar que eles seriam assaltados (quando ele viu os bandidos, que estavam de chinelo). Então, a mãe mandou ele ir pra trás do mercado. Eles anunciaram o assalto e estavam agressivos, então ele (o Matheus) foi para cima dos criminosos. Houve a briga, e ele foi baleado. O que mais dói é tirarem a vida de um garoto que tinha tudo pela frente", lembra o homem, que também comerciante.


 

O mercado não tinha câmeras de vigilância, e o circuito interno dos vizinhos estava desligado. Entretanto, imagens de ruas próximas do local foram colhidas e analisadas.


 

A família de Matheus tinha o mercado há anos em Guaratiba, mas moravam em Campo Grande, na Zona Oeste. O estudante cursava psicologia em uma universidade na Barra da Tijuca e costumava não estar naquele horário, mas estava de férias e ajudava a mãe no estabelecimento. A área é dominada pela milícia, segundo a polícia.


Vigília no local do crime


Na manhã de hoje (16), o mercado de Eduardo foi o ponto de peregrinação de amigos e conhecidos para saber onde será o enterro de Matheus. Entretanto, ainda não há informações sobre o local do velório e enterro. No local do crime, funcionários se ajoelharam, rezaram, acenderam velas e deixaram uma flor. Um cartaz diz: "Muita luz, Matheus, Deus cuide de você e sua família. Por motivos de falecimento, o estabelecimento estará fechado hoje", avisa.


 

O serralheiro André Hermínio Vieira, 45, que mora em frente ao local do crime, conta que chegou do trabalho minutos depois do crime e que a mãe do rapaz estava muito desesperada. "Foi uma movimentação muito grande de pessoas e ele já estava agonizando. Mesmo socorrido, eles não resistiu", disse. "O Matheus sempre foi muito batalhador. Trabalhava durante a manhã e estudava à tarde. Aqui sempre foi um lugar pacífico e tem se tornado um espaço muito perigoso", completou.

Fontes: O Dia/Correio Braziliense



 

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