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19/11/2018 18h38

No país: Acusado de matar e concretar a mãe em 2015 é julgado em Porto Alegre

Ricardo Jardim responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel, além de ocultação de cadáver e posse de arma. Julgamento de acusado de matar e concretar corpo da mãe na Capital começa nesta segunda.
No país: Acusado de matar e concretar a mãe em 2015 é julgado em Porto Alegre
Ricardo Jardim, acusado de matar e concretar em um armário a própria mãe, Vilma, de 74 anos, é julgado nesta segunda-feira (19) no Tribunal do Júri, quando pessoas da comunidade participam da sentença. A sessão ocorre na 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre e é presidida pela juíza Karen Luise Vilanova Batista de Souza Pinheiro.

Os crimes teriam ocorrido entre abril e maio de 2015, no apartamento em que o homem e a vítima moravam, no bairro Mont’Serrat, na Zona Norte da capital.

O réu responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e meio cruel, além de ocultação de cadáver e posse de arma no interior da residência. Na época, Ricardo chegou a confessar o crime a um policial que havia recebido a denúncia e foi investigar o apartamento, mas, em depoimento à Justiça, o suspeito permaneceu em silêncio.

De acordo com o Ministério Público, questões econômicas motivaram o crime. As investigações trabalharam com a hipótese de que o suspeito teria interesse em um dinheiro que a vítima possuía, fruto do seguro de vida do falecido marido de Vilma e do qual o réu usufruía
O julgamento se inicia com o depoimento das testemunhas, depois o do acusado, passando para a fase de debates, na qual a acusação e a defesa se pronunciam, sendo que cada uma tem uma hora para apresentar os argumentos.

Irmão da vítima, Antonio Raupp foi o primeiro a falar. Ele disse que se sentiu traído pelo sobrinho, que jamais imaginava que isso pudesse acontecer. Se disse ainda surpreso com todas as mentiras que o sobrinho contou para esconder o crime.

Ao final, os jurados decidem pela culpa ou inocência do réu, e o juiz estipula a pena.

Relembre o caso
Em 29 de maio de 2015, Ricardo Jardim foi ouvido pela Polícia Civil e confessou o assassinato da mãe, Vilma Jardim. Ele foi preso por porte de arma e teve pedido de prisão preventiva pelo homicídio decretada pela Justiça.

A 5ª Delegacia de Homicídios e Desaparecidos da capital investigava o desaparecimento de Vilma Jardim, 76 anos, desde 10 de maio, em pleno Dia das Mães, quando foi registrado boletim de ocorrência. Familiares suspeitavam do comportamento do filho da vítima.

"Já tínhamos ouvido familiares, que desconfiavam que o filho tivesse matado a mãe", disse ao G1, na época, a delegada Jeiselaure de Souza, responsável pelo caso.

Segundo ela, o homem foi ouvido como testemunha no início das investigações e se mostrou "controverso", dizendo que a mãe estava no Paraná.

"Um tio percebeu que ele estava adquirindo muitos bens. Ele estava desempregado e começou a ter um padrão alto de vida", relata.

Um seguro de R$ 400 mil em nome da idosa foi apontado como motivo do crime.

O cadáver da mulher foi colocado dentro de um móvel, feito sob medida, encontrado no apartamento onde a vítima e o filho moravam.

Não se sabe ao certo em que data o crime ocorreu. Também não foi possível descobrir como a vítima foi assassinada, já que o corpo estava em decomposição.
Por G1 RS e RBS TV
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