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21/10/2018 18h41

Acadêmicos pesquisam novo cimento com resíduo retirado do carvão

Pesquisadores visam substituir o cimento de forma sustentável e baixar o custo por meio da matéria-prima extraída da queima do carvão.
Acadêmicos pesquisam novo cimento com resíduo retirado do carvão
Visando substituir o cimento de forma sustentável, um projeto em execução pelos pesquisadores e acadêmicos da Satc busca criar um produto inovador com aplicação da técnica do geopolímero. Esse processo utiliza materiais inorgânicos para sua produção e pensando nisso, a pesquisa utilizará o resíduo proveniente da queima do carvão como matéria-prima para a produção das argamassas cimentíceas.

A pesquisa é apoiada e financiada pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica da Eletrobras (CGTEE), com investimento de R$ 958 mil e duração de 26 meses para realização dos estudos científicos, análises, testes e implementação. Conforme o coordenador do projeto, João Mota Neto, novas metas estão sendo traçadas para daqui a 10 anos. “Nosso objetivo neste tempo é chegar ao ponto de construirmos casas com esse cimento de baixo custo. Em um curto período queremos fazer lajotas para pavimentarmos ruas em bairros com vulnerabilidade social”, frisa.

Uma das matérias-primas utilizadas na pesquisa é resultado do processo de dessulfurização dos gases da incineração do carvão e conhecido como FGD (Flue Gas Desulphurization – Dessulfurização de gases de exaustão). Este processo é responsável pela retirada do enxofre dos gases produzidos nas usinas termoelétricas. “Nossa proposta é utilizar este resíduo para obter o geopolímero e buscar a confecção de elementos estruturais em substituição ao concreto. O material tem ampla possibilidade de aplicação, possui uma resistência superior ao cimento comum, e pode ser utilizado para reparos rápidos e demais aplicações de engenharia”, destaca a pesquisadora e professora da Faculdade Satc, Pâmela Milak.

Para que a cadeia do carvão destinada à geração de energia elétrica continue perene, é necessário torná-la sustentável. Dentro do Plano Nacional de Mineração (PNM), existem três principais diretrizes que norteiam a extração mineral até o ano de 2030 que são: governança pública, agregação de valor e sustentabilidade.

Os dois últimos tópicos são o foco para o desenvolvido do projeto elaborado na Satc. “A partir de um resíduo, queremos obter um novo produto, agregando valor e contribuindo com a sustentabilidade da cadeia produtiva do do carvão”, frisa a pesquisadora.

O projeto apresenta convergência com os objetivos de desenvolvimento sustentável ONU, visto que, contribui com a preservação ambiental. O material elaborado visa substituir o cimento, que tem alto impacto sobre o meio ambiente. “O concreto hoje é o segundo produto mais consumido no mundo, só perde para a água e durante sua produção é emitido na atmosfera o CO2 (Dióxido de carbono) que impacta diretamente na temperatura do planeta, o geopolímero diminui em até 80% essas emissões”, ressalta Pâmela.

Fonte: DN Sul
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