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29/04/2024 12h43

Greve dos professores em SC completa seis dias em meio a impasse com o governo do Estado

Diante da falta de acordo, o sindicato decidiu manter a greve por tempo indeterminado e planeja uma manifestação para a próxima terça-feira (30) em Florianópolis
Greve dos professores em SC completa seis dias em meio a impasse com o governo do Estado

A paralisação dos professores da rede estadual de Santa Catarina chega ao sexto dia nesta segunda-feira (29), em meio a uma disputa entre a categoria e o governo do estado. No domingo (28), o governador Jorginho Mello (PL) utilizou suas redes sociais para expressar sua oposição às mobilizações, rejeitando a possibilidade de ajuste na tabela salarial (um dos principais pleitos dos professores) e anunciando medidas de desconto para os ausentes no trabalho. Em resposta, o sindicato dos professores acusou o governador de adotar "tons de ameaça" e disseminar "desinformação" por meio do vídeo divulgado pelo governo estadual.

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado (Sinte-SC) afirma que 30% dos educadores aderiram à greve, enquanto o governador declara que o movimento tem "baixa adesão", com cerca de 90% dos profissionais mantendo-se em sala de aula. Jorginho Mello ressaltou ainda a contratação de professores temporários para substituir os grevistas.

 

O Sinte-SC demanda a realização de um novo concurso público devido à predominância de professores temporários na rede estadual, e reivindica maior valorização da carreira. O governador prometeu a realização do "maior concurso da história de Santa Catarina", porém considera inviável o ajuste na tabela salarial, argumentando que isso custaria R$ 4,6 bilhões e violaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

Na noite de domingo, representantes do Sinte-SC divulgaram um vídeo em resposta ao governador, expressando surpresa com suas declarações. Eles contestaram os argumentos de Jorginho, destacando que a greve é um direito constitucional, que historicamente houve reposição dos dias paralisados e que a reposição de profissionais em greve é ilegal. O sindicato também refutou o custo estimado pelo governo para a descompactação da tabela salarial, alegando que o valor é superestimado e que existem recursos disponíveis para investimento no serviço público catarinense.

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Diante da falta de acordo, o sindicato decidiu manter a greve por tempo indeterminado e planeja uma manifestação para a próxima terça-feira (30) em Florianópolis. Enquanto isso, o secretário de Educação do Estado, Aristides Cimadon, afirmou que o governo tem mantido diálogo com o sindicato desde a posse de Jorginho Mello e que a maioria das reivindicações tem sido atendida. A única proposta não aceita até o momento, segundo ele, é a descompactação da tabela salarial, devido à necessidade de estudos mais aprofundados. Ele também assegurou que o edital do concurso público, que prevê a contratação de 10 mil profissionais, está pronto e que as inscrições devem abrir em junho.

 

Foto: Beto Lima, CBN Joinville.


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