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28/03/2024 20h47

O que se sabe e o que falta esclarecer sobre a morte da sucuri Ana Julia, em MS

Com quase 7 metros, a cobra era tida como um símbolo da espécie na região de Bonito (MS)
O que se sabe e o que falta esclarecer sobre a morte da sucuri Ana Julia, em MS
A Polícia Civil de Bonito (MS), com apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA), investiga a causa da morte de uma sucuri de 7 metros, encontrada às margens do rio Formoso, nesse domingo (24). O animal, que era símbolo da região, foi localizado em estado de putrefação e deve passar por perícia. 


Conforme a PMA, a sucuri foi encontrada morta pelo documentarista de vida selvagem, Cristian Dimitrius, que filma cobras na região há 10 anos. Ele denunciou o caso nas redes sociais.


A sucuri, conhecida como Ana Julia, é a mesma que viralizou em um vídeo compartilhado pelo biólogo holandês Freek Vonk. A identificação da serpente também foi confirmada pela especialista em sucuris e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Juliana Terra, que acompanhava a cobra há 8 anos em estudos.


O caso foi registrado na Polícia Civil nessa segunda-feira (25). A morte da sucuri foi enquadrada como "matar espécime da fauna silvestre em rota migratória, em a devida permissão da autoridade competente ou em desacordo com a obtida".


Como a sucuri morreu?


Após denuncias nas redes socias, uma equipe da PMA se deslocou até Bonito (MS), onde foi constatado que o animal estava morto e em estado de putrefação. Durante levantamentos iniciais, os agentes não localizaram perfurações ou indícios de que a cobra tenha sido morta a tiros.


O que acontece se constatado crime ambiental?


Primeiro, o animal irá passar por uma perícia, que deve constatar a causa da morte.

Se houve um responsável pela morte da sucuri, ele poderá responder por crime ambiental, que tem pena de detenção que varia de 6 meses a um ano, além de ter que pagar uma multa que pode chegar a R$ 500 mil.

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O que irá acontecer com o corpo de Ana Julia?


Após ser periciada, a sucuri será levada para a capital Campo Grande, onde passará por um processo de embalsamamento, metodologia que preserva a aparência e as características do animal.


“Posteriormente ela integrará o acervo de animais taxidermizados da Polícia Militar Ambiental e fará parte das exposições que nós realizamos”, disse o comandante da PMA, coronel José Carlos Rodrigues.


O que disse a prefeitura de Bonito?


Em nota, a prefeitura de Bonito lamentou a morte da sucuri e informou que acompanhará as investigações do caso.


Leia a nota na íntegra abaixo:

"A Prefeitura de Bonito manifesta total repúdio pelo ocorrido com a Sucuri ‘Ana Julia’ em nosso município. A relevância de um animal desse porte nas nossas áreas mostram o quão equilibrado o nosso ambiente está, porque um ambiente para suportar um animal topo de cadeia, como uma sucuri de quase 7 metros, precisa estar no mínimo equilibrado e essa atitude pessoal, de alguém que cometa um ato como este, é totalmente desprezível e vai contra tudo aquilo que a gente trabalha para em prol do meio ambiente. Então esperamos que as autoridades competentes consigam identificar os autores e punir os culpados".


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O documentarista Cristian Dimitrius foi um dos primeiros a registrar a cobra nas águas límpidas do rio Formoso, em Bonito. Ao longo de uma década, quase que anualmente o especialista em registros da vida selvagem desembarcou na cidade para visitar a serpente.


O documentarista comenta que o nome Ana Julia é uma ligação direta à tradução da palavra "sucuri" para o inglês, que é Anaconda. Além de ser uma homenagem à música "Anna Júlia", da banda brasileira Los Hermanos.


"Inicialmente não tínhamos nomes, não sabíamos reconhecer cada individuo. Com passar do tempo passamos a entender melhor cada local, cada seguimento do rio e cada indivíduo que habitava ali. Quando pensei em 'ana alguma coisa', a primeira que veio na cabeça foi 'Ana Julia' , por causa da música dos Los Hermanos", relembra Dimitrius.


Fonte: G1
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