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24/03/2024 12h17

Polícia Federal prende suspeitos de mandar matar Marielle Franco

Irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram presos neste domingo (24), suspeitos de serem os mandantes, junto com Rivaldo Barbosa, ex-chefe de polícia civil do RJ, que teria prometido não andar com as investigações
Polícia Federal prende suspeitos de mandar matar Marielle Franco
A Polícia Federal prendeu neste domingo (24) três suspeitos de mandar matar Marielle Franco, em um atentado em março de 2018, no qual também morreu o motorista Anderson Gomes. Foram presos:

  • Domingos Brazão, que é atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado;
  • Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio de Janeiro e irmão de Domingos Brazão;
  • e Rivaldo Barbosa, que é ex-chefe de Polícia Civil do Rio.


A prisão é parte da Operação Murder, deflagrada neste domingo pela Polícia Federal em conjunto com a Procuradoria-Geral da República e Ministério Público do Rio de Janeiro.


Os irmãos Brazão são políticos com longa trajetória no estado do Rio de Janeiro. Historicamente, essa família tem um reduto eleitoral e político em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, região dominada por grupos paramilitares.


Rivaldo é investigado por obstruir a investigação — ele assumiu a chefia da Polícia Civil um dia antes do atentado. Ele era uma pessoa da confiança da família de Marielle.


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Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), o que lhe dá direito a foro especial. Por causa disso, ele só pode ser julgado diretamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foi por esse motivo que a investigação do caso Marielle, que começou na polícia civil do RJ, foi federalizada em fevereiro de 2023.


O deputado federal João Francisco Inácio Brazão (União Brasil) também tem foro especial. Conhecido como Chiquinho Brazão, ele tem 62 anos, e é o irmão do meio de outros dois políticos no RJ: o deputado estadual Manoel Inácio Brazão, mais conhecido como Pedro Brazão, e Domingos Brazão.

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O delegado Rivaldo Barbosa foi empossado como chefe da Polícia Civil do RJ em 13 de março de 2018, um dia antes do atentado. Graduado em direito, Rivaldo era coordenador da Divisão de Homicídios e foi convidado para o posto pelo então interventor federal, o general Walter Braga Netto.


Durante seu discurso, Rivaldo chegou a enfatizar a necessidade de combater a corrupção e "levar tranquilidade à sociedade carioca".


Segundo as investigações, Rivaldo combinou com Domingos Brazão - antes do crime - de não andar com as investigações e garantir a impunidade.


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