
De acordo com a Polícia Civil local, a denúncia apontava que Jocimar dos Santos, mesmo licenciado, exigiu uma parte do salário do suplente durante um encontro previamente combinado. O vereador em exercício entregou R$ 1.750, correspondentes a 50% do valor referente a 10 dias de atividade, momento em que os agentes do Gaeco efetuaram a prisão em flagrante.
O delegado Alex Bonfim Reis, da Divisão de Investigação Criminal, afirmou que o suplente procurou o Ministério Público de Brusque após o vereador licenciado insistir no recebimento da quantia acordada. O Gaeco foi acionado para realizar as diligências e, durante o encontro filmado, efetuou a prisão do político licenciado.
A acusação contra Jocimar dos Santos é de peculato, caracterizado como desvio de dinheiro público, segundo o artigo 312 do Código Penal Brasileiro. Em caso de condenação, a pena pode variar de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa.
O suplente Eder Leite, após prestar depoimento e entregar a quantia, foi liberado por volta das 21h30. A defesa do vereador licenciado será conduzida pelo advogado Augusto José Wanderlinde, que ainda não teve acesso às acusações e emitirá uma nota após examinar os autos do processo. A Câmara Municipal de Brusque aguarda a comunicação oficial do ocorrido para se pronunciar sobre o caso. O Ministério Público de Santa Catarina ainda não forneceu detalhes sobre as circunstâncias da operação. O vereador em exercício, Eder Leite, não atendeu às chamadas para comentar o caso.
