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26/07/2019 22h54

Pelo país: perto de se formar, estudante fica tetraplégica e agora conta com vaquinha para concluir o curso

O sonho que ela acreditou que tinha morrido, voltou com tudo! Ela se encontrou na odontologia e quer concluir o curso para seguir com a profissão. Porém, a Universidade Federal do Piauí, onde fazia o curso antes do acidente, fica na capital Teresina, a 43 km de onde ela mora.
Pelo país: perto de se formar, estudante fica tetraplégica e agora conta com vaquinha para concluir o curso
Faltando apenas um ano para se formar em odontologia, a estudante Ingred Bida Lopes, 25 anos, de Altos (PI), sofreu um acidente doméstico que a deixou tetraplégica. Após três anos do acidente, ela sonha em voltar para a universidade. Mas, para isso acontecer, Ingred precisa de um carro, que ela espera conseguir através de uma vaquinha no VOAA, clique aqui e contribua.

O sonho que ela acreditou que tinha morrido, voltou com tudo! Ela se encontrou na odontologia e quer concluir o curso para seguir com a profissão. Porém, a Universidade Federal do Piauí, onde fazia o curso antes do acidente, fica na capital Teresina, a 43 km de onde ela mora.

“Sempre que precisei ir para consulta e fisioterapia, são meus tios que se disponibilizam para me levar. E como na universidade será todos os dias, fica muito complicado eles me ajudarem. E minha cidade não possui um transporte acessível”, disse.

Ela explicou também que fizeram orçamentos e concluíram que não compensaria alugar um veículo.

“Sobre o carro, ainda não pensamos exatamente num modelo porque estamos dependendo do valor da arrecadação total, só sabemos que precisa ter um bagageiro espaçoso por conta da cadeira de rodas”, informou.

O acidente

Em março de 2016, Ingred estava de férias da universidade e estava almoçando na casa da sua vó, que fica em frente da sua. “Não me senti bem e fui para casa, no último degrau da escada, passei mal e desmaiei. Cai de 3 metros de altura, quebrei o pescoço, vértebras cervicais c4-c5 e lesionei a medula, perdi todos os movimentos do corpo”, disse.


Com as sessões de fisioterapia, ela conseguiu recuperar uma parte do movimento dos ombros e dos braços, exceto das mãos. “Mas com a terapia ocupacional aprendi a utilizar o celular e o notebook sem o movimento dos dedos”.

Para custear todo tratamento, desde o início ele contou com ajuda dos familiares, colegas da faculdade e com os professores. “Depois de três anos de muita luta, eu já tinha perdido todas as esperanças, não vou mentir, não pensava mais em voltar para a odontologia, que foi onde eu me encontrei, mas, recentemente, em conversa com os amigos mais próximos, despertei novamente todo esse sonho e desde então estou lutando com todas as forças para que ele se torne realidade.”

Ingred se informou na universidade sobre o seu retorno e ela tem chances de voltar para o curso e concluí-lo. “Mas para que isso acontecer tem custos. O principal deles é o transporte, que infelizmente, eu não tenho. Hoje eu entendo que obstáculos aparecem em nossas vidas para serem vencidos. E que se você tiver fé em Deus tudo irá se resolver”, contou.

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Fonte: Razões para Acreditar.
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