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19/06/2019 14h15

Prefeito de Florianópolis tenta reverter afastamento e nega envolvimento em esquema investigado pela PF

Gean Loureiro foi afastado temporariamente das funções de chefe do Executivo municipal por determinação da Justiça. O político ficou menos de 24 horas preso e foi liberado depois de prestar depoimento.
Prefeito de Florianópolis tenta reverter afastamento e nega envolvimento em esquema investigado pela PF
O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), afastado das funções de chefe do Executivo municipal por determinação da Justiça Federal, falou em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina nesta quarta-feira (19) sobre o mandado de prisão temporária de que foi alvo na terça-feira (18).

O político ficou menos de 24 horas preso e foi liberado depois de prestar depoimento. Na entrevista, ele negou qualquer relação em fazer parte de um grupo criminoso que violava o sigilo de operações policiais em Santa Catarina investigado na Operação "Chabu". "Injusta porque eu não sabia de nenhum dos fatos relacionados a operação", disse.

Por enquanto, quem assume o cargo interinamente é o vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB). Segundo o prefeito, nesta quarta-feira a defesa irá até o Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS), para tentar reverter a decisão judicial sobre o afastamento da prefeitura.

Loureiro disse que foi liberado porque a PF não viu indícios para mantê-lo preso. A assessoria do TRF4 informou que o desembargador concedeu ao delegado a possibilidade de relaxamento da prisão e a polícia não quis dar informações sobre o caso. Ele também entregou os passaportes para a polícia.

Durante a entrevista à NSC TV, o político falou sobre pontos abordados no depoimento como: oferta de fundo internacional de recursos, 'salas seguras' e do suposto envolvimento no esquema investigado.

Apuração da PF
Após analisar os materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a PF apurou que o grupo suspeito naquele caso construiu uma rede com núcleo político, empresários, e servidores da PF e da PRF lotados em órgão de inteligência e investigação, para dificultar investigações em curso. Haveria ainda a intenção de proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

A "Chabu" foi deflagrada pela PF na terça-feira e cumpriu sete mandados de prisão temporária em Florianópolis e Porto Alegre (RS). A polícia afirma que as investigações apontaram para crimes como de vazamento de informações sobre operações policiais ainda sem terem sido deflagradas e contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar 'salas seguras' à prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

Durante a operação, foram expedidos ainda 23 mandados de busca e apreensão, cumpridos na empresa de tecnologia Grupo Nexxera, em Florianópolis, na Prefeitura da capital, e no gabinete e na casa do prefeito. O processo corre em segredo de Justiça.

Fonte: G1SC
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