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07/04/2019 17h38

Dia Mundial do Combate ao Câncer: segunda causa de morte em todo o mundo

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), só em 2018, o câncer foi responsável por 9,6 milhões de óbitos no mundo inteiro.
Dia Mundial do Combate ao Câncer: segunda causa de morte em todo o mundo
O Dia Mundial do Combate ao Câncer é lembrado na próxima segunda-feira (8). A data, criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), visa conscientizar a população sobre a doença, que é a segunda causa de morte no mundo. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), só em 2018, o câncer foi responsável por 9,6 milhões de óbitos no mundo inteiro.

Para o Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2019 serão 600 mil novos diagnósticos, sendo os cânceres de próstata, pulmão, mama feminina e colorretal os mais frequentes entre os brasileiros e brasileiras. Segundo a OMS, 14 milhões de pessoas descobrem a doença todos os anos. A entidade calcula que este número deve crescer 70% até 2038.

O diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de combater o câncer. As campanhas de conscientização como o abril azul e lilás atuam de forma efetiva sobre a população. “O intuito das campanhas é de realmente estimular a sociedade a ir ao médico, a procurar por exames preventivos”, ressalta Márcio Almeida, médico oncologista da Aliança Instituto de Oncologia.

Entre os principais fatores de risco para a enfermidade estão o sedentarismo, a obesidade, o consumo excessivo de bebida alcoólica e o cigarro. Para o especialista, muitos casos podem ser evitados com a adoção de hábitos mais saudáveis.

Atividade física
Dr. Márcio Almeida explica que a atividade física também é uma importante aliada, não apenas para prevenir a incidência de diversos cânceres, mas para melhorar a qualidade de vida durante e depois do tratamento dos tumores. “O exercício físico é uma das poucas coisas que podemos afirmar com segurança que diminui a reincidência de câncer”, ressalta.

O especialista complementa que “durante o tratamento, se o paciente for liberado pelo médico, os exercícios podem melhorar a disposição, o apetite, bem estar e aumentar a força muscular, que é comprometida durante a quimioterapia”.

A prática de exercícios reduz a gordura corporal total, o nível de colesterol ruim e, consequentemente, elimina as substâncias que colaboram para o desenvolvimento do câncer.
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