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08/03/2019 22h40

Morre bebê de argentina de 11 anos submetida a cesárea em vez de aborto

Garota violentada pelo marido da avó tinha direito a abortar, mas passou por cirurgia sem consentimento.
Morre bebê de argentina de 11 anos submetida a cesárea em vez de aborto
Morreu nesta sexta-feira (8) o bebê da argentina de 11 anos que foi submetida sem consentimento a uma cesárea, apesar de ter solicitado o direito legal ao aborto. A criança, uma menina, nasceu no fim de fevereiro, na 25ª semana de gravidez, pesando 660 gramas. O hospital onde ela estava internada divulgou uma nota, reproduzida pela imprensa local, dizendo que, "apesar dos cuidados extremos prestados desde seu nascimento", o bebê "sofreu nesta tarde uma complicação respiratória grave que produziu seu falecimento". O caso comoveu o país, poucos dias antes da abertura do novo ano parlamentar, no último dia 1º, quando a Lei do Aborto, rejeitada no ano passado, deve voltar a ser debatida e votada. Estupro Abusada sexualmente pelo marido de sua avó, Lucía, moradora da província de Tucumán, havia obtido, a pedido da mãe, permissão para abortar dentro do que prevê a lei argentina - o procedimento pode ser realizado em casos de estupro, risco de morte da mãe e má-formação do feto. A própria garota havia se mostrado consciente do que lhe acontecera e havia pedido, diante do juiz, que se tirasse de dentro dela "o que aquele velho colocou". O homem, de 65 anos, foi preso. Procedimento equivocado Porém, no momento em que o procedimento ia ser realizado, no dia 27 de fevereiro, os médicos designados alegaram objeção de consciência. Quase toda a equipe desistiu e deixou o local, incluindo o anestesista. O procedimento, então, ficou a cargo da médica Cecília Ousset. Segundo ela, "algo deveria ser feito, pois a menina apresentava sintomas de pré-eclâmpsia e não teria como chegar aos oito meses de gravidez". Decidiu, então, praticar uma cesárea, por conta própria, sem informar a mãe da menina. O pedido formal para o aborto tinha sido apresentado quando Lucía estava na 19ª semana, no fim de janeiro. A Justiça, porém, demorou outras três semanas para deliberar sobre o tema. Os médicos que não quiseram participar do procedimento disseram que essa demora havia dificultado a possibilidade de salvar a vida da mãe, pois a gravidez já estava avançada e seria uma operação de alto risco.  
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