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02/01/2019 22h40

Com déficit de R$ 2,5 bilhões, governador anuncia medidas de contenção de gastos

Em relação às dívidas do Estado, Moisés contou que o passivo total é de R$ 37,8 bilhões, dos quais R$ 11,5 bilhões a serem honrados nos próximos quatro anos. O novo mandatário disse ainda que herda R$ 700 milhões em contas em atraso da gestão anterior.
Com déficit de R$ 2,5 bilhões, governador anuncia medidas de contenção de gastos
O governador Moisés anunciou em coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira, 02, as primeiras medidas de contenção de gastos da sua gestão. Durante o encontro com jornalistas no gabinete do Centro Administrativo, que contou também com a presença da vice-governadora Daniela Reinehr e dos secretários recém-empossados, Moisés informou que o déficit previsto para o Estado neste ano é de R$ 2,5 bilhões, valor que a administração estadual pretende contingenciar em diferentes áreas na tentativa de chegar ao equilíbrio orçamentário.

“Nós precisamos contingenciar esse orçamento para que nós não gastemos mais do que aquilo que é arrecadado (pelo Estado). Vamos ter de adequar também as nossas despesas do Poder Executivo”, afirmou Moisés, citando em seguida o que pretende colocar em prática já nos primeiros meses do ano.
Entre as medidas tomadas para corte de custos estão o corte de 922 cargos comissionados e funções gratificadas, a adoção de um governo 100% digital até o fim do primeiro semestre, a venda dos aviões do Estado, a compra direta de passagens aéreas (sem agências), um melhor uso da ferramenta do pregão eletrônico, o uso de aplicativos para o transporte de servidores e a revisão de alguns incentivos fiscais, dos processos de compensação previdenciária e de contratos em geral. Com tudo isso, a estimativa do governador é de uma economia de R$ 1,048 bilhão apenas em 2019.
A maior contribuição virá da revisão de incentivos fiscais para alguns setores da economia (R$ 750 milhões), processo que ocorrerá de forma transparente e não deve ser motivo de preocupação para o setor produtivo, que terá um canal de diálogo com o governo, de acordo com Moisés. A nova administração também tem a expectativa de conseguir outros R$ 130 milhões neste ano por meio da compensação previdenciária, que será debatida com o governo federal.

Economias menores virão do corte de comissionados e funções gratificadas (R$ 89 milhões), do aperfeiçoamento do pregão eletrônico (R$ 40 milhões), da adoção do governo digital (R$ 29 milhões), do uso dos aplicativos para transporte (R$ 4,8 milhões), da manutenção e venda das aeronaves (R$ 3,5 milhões) e da compra direta de passagens aéreas (R$ 2 milhões).

Em relação às dívidas do Estado, Moisés contou que o passivo total é de R$ 37,8 bilhões, dos quais R$ 11,5 bilhões a serem honrados nos próximos quatro anos. O novo mandatário disse ainda que herda R$ 700 milhões em contas em atraso da gestão anterior.
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