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27/12/2018 09h58

Esgoto: emissário submarino do Mar Grosso está entupido

Construído há trinta anos, como alternativa do sistema de esgotamento sanitário, a falta de licença ambiental do emissário foi questionada numa ação civil pública instaurada pelo Ministério Público de Santa Catarina em 2017 e após estudos específicos realizados por uma empresa contratada pela Casan foi definida a sua desativação.
Esgoto: emissário submarino do Mar Grosso está entupido
Quem passou pelo bairro Mar Grosso neste feriado de Natal, pôde perceber um cheiro desagradável em alguns pontos, além de caminhões que faziam o trabalho de sucção do esgoto em determinadas ruas, como a Lauro Müller e Carazinho.

O motivo: o obsoleto emissário submarino, criado em 1986, está entupido. Quem afirma é o chefe da agência da Casan de Laguna, Giovani Piclker. “Estamos com o emissário entupido, já há uns 30 dias. Uma empresa foi contratada com mergulhadores, sonar e demais equipamentos para desentupir, até a conclusão da obra que inicia dia 02 de janeiro, que vai levar o esgoto para a Estação de Tratamento (ETE) da Vila Vitória. Enquanto isso estamos com caminhões fazendo a sucção e levando para a estação”, destaca.

Segundo Giovani é a terceira vez que esse problema acontece, sendo que nas duas últimas a solução foi rápida. “Ele entope em virtude da maré alta. Estamos encontrando dificuldades para solução, já que a empresa contratada já está aí há quase um mês, com mergulhadores e equipamentos e não está conseguindo”, comenta.

A gravidade do problema foi relatada à chefia da Casan na capital, pela presidente da Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama), Deise Cardoso. “Acionei o presidente da Casan que convocou reunião de emergência para hoje (quarta-feira). Não estão encontrando o emissário submarino. Ele deu ordem para que só saiam de lá, após encontrá-lo e fazer a desobstrução”, relata Deise.

Desativação do emissário submarino

As obras de desativação do emissário, previstas para novembro desse ano tiveram atrasos. “Tivemos problemas na licitação, corrigidos em seguida e a empresa já está apta para iniciar as obras no início de janeiro”, comenta Giovani.

Uma nova tubulação será construída redirecionando o esgoto da Bacia A do Mar Grosso, atualmente despejada no emissário submarino, para a estação de tratamento.

O esgoto coletado da região entre a Praça Francisco Pinho e a Praça do Vila, na Praia do Mar Grosso (Bacia A), é direcionada para o emissário submarino, sistema que despeja os resíduos em alto mar.

Construído há trinta anos, como alternativa do sistema de esgotamento sanitário, a falta de licença ambiental do emissário foi questionada numa ação civil pública instaurada pelo Ministério Público de Santa Catarina em 2017 e após estudos específicos realizados por uma empresa contratada pela Casan foi definida a sua desativação.

A inativação da estrutura começou a ser desenhada em 2017, após estudos de empresa contratada pela concessionária, após ação civil pública movida pelo Ministério Público catarinense. Com a inutilização do sistema atual, as novas construções prediais e residenciais no Mar Grosso, não serão mais obrigadas a possuírem fossa ou sumidouro.

O construtor ou morador só precisará construir uma caixa de inspeção e fazer a conexão da sua construção à rede coletora, que será ligada à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), da Vila Vitória.

Sobre o emissário:
O Emissário Submarino é uma tubulação subterrânea que despeja o esgoto em alto-mar, aproveitando a capacidade de diluição das águas oceânicas.

No Mar Grosso foi construído em 1986, tem 1.500 metros de extensão e 12 metros de profundidade. Está localizado nas proximidades do posto salva-vidas 3.

O esgoto despejado pelo emissário submarino do Mar Grosso compreende a rede de coleta entre a região da Praça Francisco Pinho até a Praça do Vila.

Como funciona o emissário submarino?

O esgoto das residências (casas e prédios) e estabelecimentos comerciais que ficam entre a Praça do Vila e a Francisco Pinho, no Mar Grosso, seguem por tubulações subterrâneas até a estação elevatória (Praça em frente ao Hotel Renascença), onde o esgoto passa por um gradeamento, um tipo de condicionamento prévio, que retém sólidos maiores, mas não evita que pequenos objetos passem. Ou seja, não existe nenhum tipo de tratamento. “Na época exigia-se somente isso, atualmente o esgoto deve passar por três processos de limpeza”, explica o engenheiro responsável pelo projeto, André Labanoski.

O esgoto é bombeado para a Chaminé de Equilíbrio, construída na orla da praia, próximo ao posto salva-vidas 3. Com 11 metros de altura, ela serve para impedir a entrada de ar na tubulação e dar pressão para o esgoto ser despejado pelo emissário submarino, a doze metros de profundidade e 1500 metros mar adentro.

A tubulação tem de 280 milímetros de diâmetro, é feita com polietileno de alta densidade e possui vazão de 40 litros por segundo.

Com informações do site da Prefeitura de Laguna.

Foto: Elvis Palma

Fonte: Portal Agora Laguna
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