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15/12/2018 21h30

De pedreiro a farmacêutico inventor: Estudante desenvolve projeto inovador que filtra e dessaliniza água do mar

Estudante de Farmácia de Capivari de Baixo criou um filtro biodegradável de baixo custo que pode contribuir com a limpeza da água. Ele busca apoiadores para patentear o projeto e torná-lo acessível à população.
De pedreiro a farmacêutico inventor:  Estudante  desenvolve projeto inovador que filtra e dessaliniza água do mar
Valdir Madalena, de 46 anos, morador de Capivari de Baixo, pode ser considerado um homem sonhador que como a maioria dos brasileiros, não desiste e luta com esperança de dias melhores. O pedreiro de profissão batalha todos os dias para sustentar a família formada ao lado da esposa, quatro filhos e dois netos. Aos 35 anos, ele se desafiou e decidiu retomar os estudos. Concluiu o segundo grau e foi além, se inscrevendo para o curso técnico em Farmácia oferecido na E. E. B. Dr. Otto Feuerschuette. Hoje ele estuda ao lado da filha no segundo semestre de formação.

Dedicado à leitura, Valdir encontrou no curso uma possibilidade de ajudar a humanidade. “Sempre fui meio inventor. Uma noite senti como uma inspiração divina, uma voz que me dizia que eu conseguiria tirar o sal da água do mar e aquele sonho me desafiou e comecei os experimentos”, relata o estudante.

Após alguns testes, o pedreiro desenvolveu um filtro de água portátil biodegradável de baixo custo. Com o objeto, ele conseguiu dessalinizar 70% da água do mar e transformar outros líquidos como refrigerantes, vinho, restos de tintura de jeans e até mesmo urina em água. “Procurei especialistas da Fucap que tinham os equipamentos para análise. Lá comprovaram que retiramos 70% do sal da água e 96% da tintura da água de lavação de jeans. Cheguei a filtrar até água de esgoto”, conta.

Estudante precisa de apoiadores para patentear e desenvolver o filtro



Atualmente desempregado, o estudante acredita no projeto inovador e está em busca de apoiadores para continuar os experimentos e tornar a filtragem acessível a todos. “Muitos países já enfrentam problemas pela falta da água. Gastei cerca de R$ 2 para limpar quase 100 litros de água. Sou patriota e quero ajudar minha comunidade a ter acesso a esse bem natural a um baixo custo”, enfatiza.

Foi no laboratório químico improvisado, nas dependências do colégio estadual de Capivari de Baixo, que ele desenvolveu seu experimento inédito. A professora de Preparação de Fórmulas do curso técnico, Marlene Fogaça, revela que a princípio achou a ideia ousada, mas após analisar os resultados das amostras, percebeu que o filtro funciona e apoia o aluno. “Para nós é um orgulho ter o Valdir como aluno. Ele sempre mostrou interesse nas aulas de química e criou este filtro. Fizemos alguns testes e vimos que pode dar certo. Estamos na torcida para que ele encontre apoiadores, pois, infelizmente as pesquisas não são muito valorizadas no nosso país”, conta a professora.

A fórmula biodegradável elaborada pelo estudante poderia ser utilizada por grandes empresas detentoras de abastecimento de água e redes de esgoto. “O filtro utiliza um processo simples que pode ser usado no futuro como um ‘kit de sobrevivência’ portátil. Penso na contribuição que poderá trazer para o planeta, e saúde das pessoas”, acredita. Os interessados em colaborar com o projeto podem entrar em contato pelo telefone (48) 99629-2874.
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